Caldeirão

O que é feminismo?

O feminismo é uma ideologia e um movimento social que busca a igualdade de oportunidades e direitos entre homens e mulheres. 
Esse movimento fortaleceu-se especialmente a partir do início século XIX.

Feminismo não é o oposto de machismo. Enquanto o machismo é um sistema de dominação, o feminismo é a luta em defesa da igualdade de direitos

Feminismo x Machismo

Embora o senso comum perpetue a ideia de que o movimento feminista propõe uma disputa entre homens e mulheres e que existe para exercer uma oposição ao machismo, a história do próprio movimento tem mostrado a sua verdadeira intenção.

feminismo é um movimento social e político organizado que procura construir condições de igualdade entre os gêneros. O machismo coloca o homem em um patamar de superioridade diante da mulher, muitas vezes por meio da opressão e violência. O machismo oprime as pessoas, assim como o racismo.

Desafios

O movimento feminista, apesar de ter conquistado avanços como o direito ao voto, a implantação de delegacias especializadas e a inserção da mulher no mercado de trabalho, ainda possui muitos desafios para superar.

violência de gênero ainda mata diariamente muitas mulheres. Casos antes chamados de “passionais” são hoje relacionados com as condições históricas e sociais de desigualdade de gênero.

disparidade nos cargos e remunerações ainda é um desafio a ser enfrentado no mercado de trabalho. As mulheres ainda ganham em média 30% menos do que os homens para exercer a mesma atividade e função. Além disso, continuam, mesmo inseridas no mercado de trabalho, responsáveis pelo trabalho doméstico, acumulando funções dentro e fora de casa.

Essas e outras questões, como as do assédio sexual, a violência doméstica e sexual, são alvos de discussão das ativistas e simpatizantes do movimento feminista. Esses debates são importantes para o movimento feminista e para a sociedade como um todo, que é composta primariamente por pessoas que devem ter seus direitos garantidos e respeitados. Abaixou vou citar apenas 5 conquistas que o feminismo trouxe para mulher brasileira.

5 Conquistas que o feminismo trouxe para Mulher Brasileira 

1) Direito de estudar

Em 1827, as brasileiras obtiveram autorização para estudar, mas apenas o ensino elementar. Foi a brasileira Nísia Floresta, do Rio Grande do Norte, a pioneira em levantar a bandeira da educação – especialmente por publicar o livro “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, onde discorre sobre o tema, em 1832. Por isso, é considerada a primeira feminista brasileira e latino-americana.

Nísia Floresta

Em 1879 as mulheres receberam a autorização do governo para cursar o ensino superior, porém, as que seguiam o caminho eram criticadas. Apenas em 1887 a primeira brasileira recebeu um diploma de ensino superior. A guerreira se chama Rita Lobato Velho Lopes, que se formou na Faculdade de Medicina da Bahia. Ela foi a segunda mulher da América Latina a se formar.

Rita Lobato Velho Lopes – Primeira mulher a se formar em medicina no Brasil

2) Direito de votar

Essa foi uma das primeiras lutas do feminismo – o famoso movimento sufragista, que começou em 1897 com fundação da União Nacional pelo Sufrágio Feminino pela educadora britânica Millicent Fawcett. Porém, no Reino Unido, as mulheres só puderam votar a partir de 1918.

No Brasil, em 1927, uma mulher conseguiu seu registro para votar: a professora Celina Guimarães Viana, do Rio Grande do Norte, estado pioneiro neste sentido. Porém, o voto feminino apenas foi, de fato, liberado em nossas terras em 1932, assim como o direito de sermos eleitas para cargos no executivo e legislativo. No início, apenas mulheres casadas com autorização dos maridos, viúvas e solteiras com renda própria poderiam exercer a cidadania. Essas restrições foram removidas em 1934.

Celina Guimarães Viana

3) Direito de pertencer a si mesma

Acredite se quiser: apenas no dia 27 de agosto de 1962 foi sancionado o Estatuto da Mulher Casada que, entre outras coisas, instituiu que a mulher não precisaria mais da autorização do marido para trabalhar, viajar, receber herança e, em caso de separação, ela poderia requerer a guarda dos filhos. Sim, 1962 – há apenas 55 anos. Antes disso, o cônjuge precisava autorizá-la a exercer tais atividades.

Passaporte 1952

4) Direito à vida

Todas nós conhecemos a Lei Maria da Penha, que surgiu em 2006 como uma das mais celebradas contra a violência doméstica. Desde então, também foi sancionada a Lei do Feminicídio, em 2015, que colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos.

Infelizmente, assim como em outros casos, muitas dessas conquistas funcionam mais na teoria do que na prática. Ainda é difícil fazê-las valer por causa do comportamento machista de uma parcela dos juízes e delegados.

5)  Cotas na política

Se a Lei Maria da Penha existe, é graças ao aumento da participação feminina na política. Em 1997, foi sancionada a lei 9.504, que garante a reserva de, no mínimo, 30% de mulheres candidatas durante as eleições. Em 2009, a lei 12.034 especificou que os partidos devem ter, no mínimo 30% e no máximo 70%, candidatos de cada sexo.

Essas conquistas foram resultados de lutas diárias do movimento feminista, mas mesmo assim, ainda não são capazes de tornar efetiva a participação delas. Atualmente, apenas 10% dos deputados federais são mulheres, por exemplo. Isso faz com que o Brasil tenha menos parlamentares do sexo feminino que 151 países em todo o planeta.

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